sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O TEMPO



O TEMPO – Miguel Veiga
O tempo resseca a pele brotando rugas no lugar do viço,
Do passado apenas a memória que ao poucos desbotam como as fotos antigas...
Os brilhos nos olhos lentamente apagam como a aurora...

Felicidades são sopros vindos com a generosidade de Zéfiro de algum oeste da memória...
A riqueza transforma-se em lembranças vividas, choradas em lágrimas de sal...
O abandono é fruto do descaso com a memória,
 Deixando feridas sangrando em poeiras de cal!

Nos becos, esquinas silenciosas que caem aos pedaços de uma riqueza distante,
No paradoxo surreal a cidade agora se assemelha aos filhos
Pobres e esquecidos tomam conta do presente na realidade ambígua...
De miséria, esquecimento, sangue e cal!

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