segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A ESPERA






A ESPERA
Várias vezes te esperei em vão,
O 15 de abril te trarias a São Luís e aos meus braços,
Tudo ilusão!
Tão pouco tempo, poucas verdades...
A mídia, oráculo tecnológico traz decepção...
A pizza com o preferido!
Edredom o consolo para coração sofrido...
Rosário dos aniversários efêmeros...
Transforma o sábado dos Deuses, purgatório da paixão! 
Esquecido por outras fantasias,
Me sobra a culpa da tua ausência,
Transformada em adjetivos me faz cautela até no falar.
Minhas palavras e cuidados sobraram não quero com elas amolar,
Te amarei de longe para não te magoar...
Não tenho mais senso e percepção um dia me dissestes...
Perdoe-me, só quis amar...
Miguel Veiga

AMOR E RAZÃO
















AMOR E RAZÃO
Lá no infinito...
Em algum lugar da memória...
A certeza de ter amado e ter esperado o amor...
Me conforta,
Pois fui feliz na ilusão!

A verdade me joga de volta a razão...
A lucidez querendo que eu viva,
Me impele a paixão...
No mundo onírico do amor!

Amar é sonhar e...
Viver é paixão?
Para fluir o amor,
A lucidez sufoca a razão?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

PERFIL HIPINÓTICO



PERFIL HIPINÓTICO 
Bela, energética, mágica,
Encanta mais que desencanta,
Este rompimento em céu aberto
Nos salta aos olhos o perfil da cidade,
Banhado pelas águas do mar
Dourado pela luz do sol,
Preparado para nos encantar,
A atmosfera apolínea nos deixa em êxtase,
Quase sem respirar!

domingo, 2 de setembro de 2012

POESIA POVERA



POESIA POVERA

O Ocaso ou crepúsculo,
Término ou fim,
De novela, ou filme?
Da vida real, de um ciclo.
Não é ficção ou montagem
É a realidade!
Após crepúsculo vêm a noite,
O brilho das estrelas e a luz da lua,
Consolam a falta do dia que partiu,
Ficando a promessa de um novo dia!
400 anos de início,
De uma ilha encantada,
 Magia para os viajantes, lucro para comerciantes,
O Brasil começa no Maranhão!
400 anos de ocaso de um ciclo,
O que consola é a esperança do novo,
A serpente encantada traz consigo o enigma da transformação,
A economia já traçou um novo perfil, que brota surgindo do mar,
Como na lenda, surge uma nova cidade!
E a cidade velha aos poucos desmorona em cacos de história,
A Serpente e o Touro encantados são filhos do monstro economia,
Criados e alimentados na magia da pobreza amenizando suas mazelas.
Descaso gera acaso
Transformando miséria em riqueza, em magia paradoxal,
A arte tira dos escombros de São Luís, poesia e imagem,
Construindo este “Consolo Povera”!
(Miguel Veiga)